Louvores para Refleções

sábado, 20 de outubro de 2012

Dançando na chuva.



     O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham. Isaías 58:11.
     Em 1986 tive minha primeira experiência no campo missionário, apesar de ser muito novo, fui morar em uma cidade chamada Gurjão. Cidade esta localizada no cariri Paraibano. Juntamente com minha mãe começamos o trabalho e a construção da igreja Assembléia de     Deus, ali naquele município.
     O estado da Paraíba na época, estava enfrentando um período de estiagem muito longo. Todas as cidades do Sertão e do cariri, estavam em estado de calamidade e emergência, o governo tentava em vão diminuir o sofrimento daqueles agricultores. Fazia exatamente três anos que não chovia, a imagem do município era triste, os agricultores sentavam na única praça para lamentar e esperar pela tão esperada chuva. Toda à tarde vinha temporal, mas de areia, formava-se aqueles redemoinho de folhas e palhas secas. Sofremos muito ali com a falta de água, lembro-me como se formava filas a espera do carro pipa. 

Era muito triste, ficávamos em uma fila interminável com vasilhas vazias nas mãos, outras pessoas marcavam suas posições na fila com tonéis, latas de óleo, em fim, todo vasilhame que estava disponível para pegarem o máximo de água. 
     Como era triste quando o caminhão quebrava ou simplesmente não aparecia. Tínhamos que caminhar, às vezes, 40 minutos carregando água nos ombros, se virando como podia. Às vezes a fila era imensa e quando acabava o caminhão pipa de descarregar toda água, os rostos dos moradores com as latas e vasilhas vazias em suas mãos, era de cortar o coração.


Como a falta d água gera perdas, por ela se mata, por ela se morre. A visão em volta desta cidade era cinza, e avermelhada pelo barro que estava localizada na cidade.


     Esta triste historia, com outras, teve o cenário modificado, com a chegada da água. Um belo dia os agricultores pegaram seus arados puxados por bois e movido pela fé, somente a fé araram aquela terra seca cheias de cardos e espinhos. E para surpresa de todos, Deus se lembrou de nós e ouviu nossa oração, enviando abundancia de chuvas. 

Eu corri para rua e de tanta alegria não queria acreditar no que estava vendo, brincava e dançava debaixo das marquises dos armazéns tomando banho de chuva. A maioria dos moradores, as crianças pulavam e dançavam na enxurrada. Que alegria a água proporcionou aquela região, foi muito marcante esta imagem.

     O mundo está seco, eles precisam de água, não a água que perece, mais a água da vida que é Jesus. Certa ocasião Jesus sente cede e pede a mulher samaritana um pouco de água. Ela não compreende o que o Mestre diz; Simplesmente após experimentar da água da vida, toda Samaria conhece a fonte desta água chamada Jesus. João 4:7-15. 

     Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos. Ainda que envelheça a sua raiz na terra, e morra o seu tronco no pó contudo ao cheiro das águas brotará, e lançará ramos como uma planta nova. Jó 14:7-9
Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna. João 4:14




Por Josiel Dias.

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